terça-feira, 28 de abril de 2009

CADA UM NA SUA!

Ser um estranho no ninho em muitos casos serve de lição para todo metido a besta à não sair do seu mundinho, e muito menos sonhar em ser convidado para uma festa de ricos com direito a petiscos jamais degustados em toda trajetória mambembe de um pobretão convicto de cama e mesa. Mas mesmo sabendo desta enorme distancia entre a classe alta, e a famosa desclassificada, moribunda, e flatulenta situação denominada classe media. As diferenças são enormes e com direto a relatos muito sérios, que definirão em detalhes a vidinha de ambos. Em festa de abonados o convite é enviado pelo correio um mês antes e um pedido formal de confirmação ao evento, na festa de pobre o convidado recebe o aviso uma hora antes do comes e bebes e com uma observação: levar os talheres e uma dúzia de cerveja e um refri litro para engordar a festança já sem controle quanto ao numero de convidados. Em festa de granfino os freqüentadores são servidos de forma individual em pratos de porcelana os mais requintados quitutes sem direito a repetição, já na festança dos menos privilegiados a comilança fica exposta em uma enorme mesa com a seguinte regra todos por um e um por todos, claro quando o aviso de atacar for dado, a partir deste momento vale tudo, sacola de plástico para levar uma amostra do que foi o rango para a veia mirtes a maior fofoqueira do bairro, o chapéu do Junior o cabeção para evitar a não ficar na mão, caso não sobre nada na nova tentativa de repetir a doze. Enquanto os socialites bebem campanha em cálices de cristal legitimo em meio a uma conversa com uma musica vinda através de um piano tocado por um musico contratado. Pôr sua vez na baixaria da galera mediana o trago esta no final, e a esta altura o boné do cabeção já esta sendo passado para arrecadar grana para buscar mais umas vinte caixas de cerveja e umas dez garrafas de cachaça para misturar com o refri da gurizada devidamente confiscado pelos gambás já possuídos e muito a fim de dar em cima da mulherada alheia, sem saber direito o que esta rolando de assunto devido à altura do som vindo de um três em um com vários tipos musicais entre eles a fantástica dança do “CRAU”, e claro com direito a passar a mão na bunda da gostosa do 601. No auge do encontro festivo dos engomadinhos é servido o prato principal, “lagosta com molho de mostarda, regado a vinho chileno de uma safra especial”. Na esculhambação coletiva e nada aconselhável para virgens e puritanas do pedaço a galinha com farofa e a salada de maionese fica a mercê da lei do mais forte e qualquer objeto serve para se apoderar do grude, uma pá de virar massa, o chapéu do Junior o cabeção, o carrinho de feira da dona da casa, com direito a não sobrar nada, nem os ossos da penosa enfarofada que servira para a canja de domingo à noite. Já no festivo encontro dos sociáveis endinheirados o que sobrou será doado aos pobres...

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